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Asus VivoBook 15 Vale a Pena em 2026?

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Asus VivoBook 15 Vale a Pena em 2026?

Em 2026, mais de 67% dos notebooks vendidos globalmente se encaixam na categoria de laptops para uso geral abaixo de R$ 4.000 — e é exatamente nesse segmento que a Asus VivoBook 15 travou sua batalha mais importante. Com a explosão de trabalho híbrido consolidada e estudantes cada vez mais dependentes de ferramentas de IA integradas ao sistema operacional, escolher um notebook “bom o suficiente” virou uma tarefa surpreendentemente complexa. O que antes era simples — RAM, processador, preço — agora envolve perguntas como: essa máquina aguenta rodar modelos locais de IA? A tela tem cobertura de cores decente para edição casual? A bateria sobrevive a uma tarde inteira de aulas ou reuniões?

O problema que a VivoBook 15 tenta resolver é claro: oferecer um notebook completo, com tela grande e boa autonomia, para quem não quer gastar o equivalente a um salário inteiro em um ultrabook premium. Ao mesmo tempo, o mercado de 2026 ficou mais cruel — concorrentes como Lenovo IdeaPad e Acer Aspire também evoluíram, e o consumidor brasileiro está mais informado do que nunca. A Asus precisou responder a isso com atualizações reais, não só cosméticas.

Testei a VivoBook 15 por aproximadamente quatro semanas no cotidiano real: edição de documentos, videochamadas longas no Google Meet e Microsoft Teams, uso moderado de ferramentas de IA como Copilot integrado ao Windows 11, algumas sessões de edição de fotos no Lightroom e até uns jogos casuais para medir o limite gráfico. Combinei isso com benchmarks sintéticos usando Cinebench 2024, PCMark 10 e testes de bateria com cargas reais. O resultado? Mais nuançado do que eu esperava. Vamos ao que importa.

Especificações Técnicas

Componente Especificação
Processador Intel Core i5-1335U (13ª geração, 10 núcleos, até 4.6 GHz)
Memória RAM 16 GB DDR4 3200 MHz (8 GB soldada + 8 GB expansível)
Armazenamento SSD NVMe PCIe 3.0 de 512 GB
Placa Gráfica Intel Iris Xe Graphics (integrada, 80 EUs)
Tela 15,6″ IPS FHD (1920×1080), 60 Hz, cobertura sRGB ~62%
Bateria 50 Wh, carregamento via adaptador 65W
Sistema Operacional Windows 11 Home 24H2
Conectividade Wi-Fi 6 (802.11ax), Bluetooth 5.3
Portas 1x USB-C 3.2 Gen 1, 2x USB-A 3.2, 1x HDMI 1.4, 1x leitor SD, 1x P2 combo
Peso 1,7 kg
Dimensões 360 x 234 x 19,9 mm
Preço médio Brasil (2026) R$ 2.799 – R$ 3.299

Pros e Contras

Pros:

  • Desempenho sólido para tarefas do dia a dia e multitarefa moderada
  • 16 GB de RAM como padrão é um diferencial real na faixa de preço
  • Teclado com boa resposta tátil e teclas numéricas — ótimo para quem trabalha com planilhas
  • Design mais refinado que gerações anteriores, com acabamento em alumínio no tampo
  • Wi-Fi 6 garante conexão estável mesmo em ambientes congestionados
  • Suporte razoável a ferramentas de IA leve via NPU integrada da Intel
  • Leitor de impressão digital funcional e rápido
  • Preço competitivo para a configuração oferecida

Contras:

  • Tela com cobertura sRGB de apenas ~62% — inadequada para edição de cores séria
  • SSD PCIe 3.0 em vez do 4.0, já padrão em concorrentes na mesma faixa
  • Bateria de 50 Wh entrega entre 6 e 7 horas em uso real — abaixo da concorrência
  • A metade da RAM soldada na placa limita upgrades futuros
  • Alto-falantes com som fino e sem profundidade
  • HDMI 1.4 em vez de 2.0 — limitação irritante para quem usa monitor externo 4K 60 Hz
  • Aquecimento moderado sob carga prolongada, especialmente no canto superior esquerdo do teclado
  • Ausência de Thunderbolt 4, que alguns concorrentes já oferecem nessa faixa

Análise Custo-Benefício

A pergunta certa não é “a VivoBook 15 é o melhor notebook de 2026?” — é “a VivoBook 15 entrega o máximo possível por R$ 3.000?” E aqui a resposta é, em grande parte, sim.

No Cinebench 2024, o Core i5-1335U marcou 97 pontos em multi-core e 105 pontos em single-core — números que colocam essa máquina acima de ultrabooks com processadores M1 da geração 2021, mas bem abaixo dos novos chips ARM da Apple ou dos Ryzen AI da AMD lançados em 2025. Traduzindo: para editar um documento Word com 200 páginas, rodar 15 abas no Chrome e participar de uma videochamada simultaneamente, a máquina não trava. Para renderizar um vídeo 4K no DaVinci Resolve, você vai tomar um café, outro, e talvez almoçar antes de terminar.

No PCMark 10, a nota foi 4.847 — classificado como “Pronto para Trabalho Profissional” pela própria metodologia do benchmark, o que é honesto. O SSD NVMe, mesmo sendo PCIe 3.0, lê a ~2.200 MB/s e grava ~1.800 MB/s — velocidades que você não percebe no uso cotidiano, mas que aparecem na diferença quando restaura um backup grande ou move arquivos pesados.

A grande vantagem financeira da VivoBook 15 está no custo total de propriedade. Com 16 GB de RAM, ela evita a necessidade de upgrade imediato — algo que notebooks de R$ 2.500 com 8 GB te forçam a fazer em menos de dois anos. O slot de RAM expansível também significa que, em 2027 ou 2028, você pode colocar mais 16 GB por cerca de R$ 150 e dobrar a vida útil da máquina.

Comparação com Concorrentes

Notebook Processador RAM SSD Bateria Real Tela sRGB Preço (BR, 2026)
Asus VivoBook 15 Intel i5-1335U 16 GB 512 GB PCIe 3.0 ~6,5h ~62% R$ 2.999
Lenovo IdeaPad 5i Gen 9 Intel i5-1335U 16 GB 512 GB PCIe 4.0 ~8h ~72% R$ 3.199
Acer Aspire 5 2025 AMD Ryzen 5 7530U 16 GB 512 GB PCIe 4.0 ~7h ~65% R$ 2.899
Samsung Galaxy Book4 Intel i5-1335U 16 GB 512 GB PCIe 4.0 ~9h ~70% R$ 3.499

A comparação deixa claro: a VivoBook 15 perde na bateria e no SSD, mas mantém um preço competitivo e oferece o mesmo processador dos rivais mais caros. O Lenovo IdeaPad 5i Gen 9 é o concorrente mais equilibrado — entrega mais em quase tudo por R$ 200 a mais. Se você puder esticar o orçamento, vale considerar. Se R$ 2.999 é o teto, a Asus ainda é uma escolha sólida. Para uma perspectiva diferente no ecossistema Asus, confira também nosso Asus ROG Ally X 2026: Review Completo Vale Cada Centavo? — claro, são propostas completamente distintas, mas ilustram bem a amplitude da linha.

Dicas de Uso e Configuração

Depois de semanas com a máquina, aprendi alguns truques que fazem diferença real:

  • Desative o MyAsus na inicialização. O software nativo da Asus consome memória desnecessariamente. Você pode acessar as funções relevantes (modo silencioso, modo performance) diretamente pelo atalho Fn + F5 sem precisar do app aberto.
  • Troque o plano de energia para “Balanceado com Eficiência” nas configurações avançadas do Windows 11 24H2. O padrão de fábrica usa um perfil mais agressivo que aquece mais sem ganho perceptível de velocidade em tarefas comuns.
  • Atualize o BIOS. A Asus lançou em março de 2026 a versão 309 do BIOS que corrige throttling térmico prematuro — um problema relatado por usuários desde o lançamento. O update é feito diretamente pelo MyAsus ou pelo site oficial da Asus.
  • Para quem usa monitor externo: via USB-C, você consegue até 1080p 60 Hz ou 4K 30 Hz. Pelo HDMI 1.4, o limite é 4K 30 Hz também. Se precisar de 4K 60 Hz, um adaptador USB-C para DisplayPort resolve.
  • Troubleshooting comum: se a máquina travar ao acordar do modo de suspensão, é um bug conhecido do driver Intel Iris Xe em versões anteriores ao 31.0.101.5590. Atualize pelo Gerenciador de Dispositivos ou diretamente no site da Intel.
  • Para estender a bateria: ative o “Battery Health Charging” pelo MyAsus — ele limita a carga a 80%, o que, segundo a própria Asus, pode dobrar a vida útil da bateria em ciclos ao longo de dois anos.

Futuro da Tecnologia

A VivoBook 15 com Intel Core i5-1335U é uma máquina da geração de transição. Os processadores Intel Core Ultra série 2 (Lunar Lake) e os AMD Ryzen AI 300, que chegaram massivamente ao mercado em 2025, já oferecem NPUs (Neural Processing Units — chips dedicados a tarefas de inteligência artificial, como um “assistente especializado” dentro do processador) significativamente mais potentes. Isso importa porque o Windows 11 e as aplicações de produtividade em 2026 já começam a exigir NPU para features como transcrição em tempo real, remoção de fundo em videochamadas local e compressão inteligente de arquivos.

A VivoBook 15 na configuração atual não tem NPU dedicada, apenas a aceleração de IA básica da Intel Iris Xe. Isso significa que em 2027-2028, quando essas features se tornarem padrão e mais exigentes, essa máquina começará a ficar para trás nesse aspecto específico. Para uso geral, documentos e comunicação, ainda terá fôlego. Para quem pretende usar IA generativa local (tipo rodar modelos de linguagem no próprio hardware), o chip começa a mostrar limitações hoje.

A tendência clara do mercado é de notebooks com pelo menos 16 GB de RAM e NPU dedicada se tornando o mínimo recomendado até 2027. A VivoBook 15 acerta na RAM, mas erra na NPU.

Veredicto Final

Asus VivoBook 15 Vale a Pena em 2026? - Veredicto Final

A Asus VivoBook 15 em 2026 é um notebook honesto e competente, não um notebook excepcional. Ela cumpre o que promete para o público certo, mas começa a mostrar limitações estruturais que seus concorrentes diretos já resolveram — especialmente em bateria, qualidade de tela e prontidão para IA. Se você busca a análise mais aprofundada em inglês, vale também checar o Asus VivoBook 15 2026: Tested and Surprising? In-Depth Review para uma perspectiva complementar.

Nota Geral: 7,2/10

Recomendado para: Estudantes universitários, profissionais de escritório que trabalham com documentos e comunicação, usuários casuais que precisam de tela grande e teclado confortável, quem quer 16 GB de RAM sem estourar o orçamento

Melhor faixa de preço: R$ 2.799 — qualquer valor acima de R$ 3.100 por essa configuração já não justifica frente à concorrência

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