Asus VivoBook 15 vale a pena em 2026: review completo
O Asus VivoBook 15 é um dos notebooks mais vendidos do Brasil há vários anos, e não é difícil entender por quê. Ele ocupa uma faixa de preço muito disputada, entre o básico sem graça e o premium que poucos podem pagar, e tenta equilibrar desempenho, portabilidade e custo de um jeito que faça sentido para estudantes, profissionais liberais e quem precisa de uma máquina confiável para o dia a dia. A pergunta que fica é: em 2026, com a concorrência chinesa crescendo e os processadores evoluindo rápido, ele ainda se sustenta?
A resposta curta é: sim, mas com ressalvas importantes. O VivoBook 15 continua sendo uma escolha sólida para quem quer produtividade sem dramas e não depende de GPU discreta para trabalhar. Você vai gostar dele se o seu fluxo de trabalho vive em navegador, planilhas, documentos e videochamadas. Se você edita vídeo em 4K, joga títulos pesados ou precisa de uma tela profissional com cobertura ampla de cores, o caminho é outro.
Vale lembrar que a linha VivoBook 15 abrange configurações diferentes, com variações de processador, memória e armazenamento que alteram bastante o desempenho e o preço final. Este review foca nas especificações oficiais divulgadas pela Asus para os modelos disponíveis no Brasil em 2026, mas você deve conferir a ficha técnica exata do SKU que for comprar, porque os detalhes mudam de um revendedor para outro.
Ficha técnica do Asus VivoBook 15 (configurações de referência para 2026)
| Especificação | Detalhes |
|---|---|
| Tela | 15,6 polegadas, IPS, Full HD (1920 x 1080), até 60 Hz |
| Processador | Opções com Intel Core i5/i7 série 13ª/14ª geração ou AMD Ryzen 5/7 série 7000 (confira o SKU) |
| GPU | Gráfico integrado (Intel Iris Xe ou AMD Radeon integrado, conforme configuração) |
| RAM | 8 GB ou 16 GB DDR4/DDR5 (varia por configuração) |
| Armazenamento | SSD de 256 GB, 512 GB ou 1 TB (NVMe PCIe) |
| Bateria | 42 Wh (modelos base) ou 50 Wh (modelos superiores) |
| Carregamento | 65 W via carregador proprietário ou USB-C (depende do modelo) |
| Sistema operacional | Windows 11 Home |
| Conectividade | Wi-Fi 6, Bluetooth 5.0 |
| Portas | USB-A 3.2, USB-C, HDMI, leitor de cartão microSD, P2 de áudio |
| Peso | Aproximadamente 1,7 kg a 1,8 kg |
| Homologação | Anatel (modelos vendidos oficialmente no Brasil) |
| Garantia no Brasil | 12 meses pela Asus Brasil |
| Preço de lançamento (EUA) | A partir de US$ 499 (configurações básicas) |
| Faixa de preço no Brasil | R$ 2.800 a R$ 4.500, dependendo da configuração e do revendedor |
Desempenho no dia a dia: processador e memória fazem a diferença
O grande divisor de águas entre as versões do VivoBook 15 está justamente na combinação de processador e RAM. Nas configurações com 8 GB de memória, o desempenho em multitarefa começa a apertar quando você tem várias abas de navegador abertas junto com uma planilha e uma videochamada rodando ao mesmo tempo. Não é um notebook que trava, mas você vai sentir a limitação. A boa notícia é que, segundo a Asus, os modelos vendidos no Brasil permitem expansão de memória via slot acessível, o que pode transformar o aparelho com uma atualização barata.
Nas versões com 16 GB de RAM e SSD NVMe de 512 GB ou mais, o VivoBook 15 se sai bem em tarefas típicas de escritório e até em edição leve de fotos no Lightroom. A inicialização do Windows 11 é rápida graças ao SSD, e o sistema responde de forma fluida no uso cotidiano. Quem trabalha com dados no Excel, desenvolve em ambientes leves (como VS Code para front-end) ou usa ferramentas de design vetorial vai encontrar aqui uma máquina capaz.
O ponto fraco é claro: não há GPU discreta nos modelos padrão da linha. O gráfico integrado, seja Intel Iris Xe ou AMD Radeon integrado, consegue rodar jogos leves e tarefas de vídeo em resolução baixa, mas não foi feito para rendering pesado nem para títulos AAA modernos. Se essa é sua prioridade, você precisa olhar para o VivoBook 15X ou para linhas como o TUF Gaming da própria Asus.
Tela: funcional, sem pretensões de ser profissional
O painel IPS Full HD de 15,6 polegadas entrega o básico muito bem. O ângulo de visão é amplo, herança do tipo IPS (tela de cristal líquido com alinhamento no plano, que mantém as cores estáveis quando você vê de lado), e o brilho é suficiente para uso em ambientes internos. Em locais com luz solar direta, como uma varanda ensolarada, a reflexão do painel começa a atrapalhar porque o revestimento é brilhante na maioria dos modelos.
A cobertura de cores, segundo a ficha técnica da Asus, fica na faixa de 45% a 62% do espaço sRGB dependendo do painel usado na configuração específica que você comprar. Isso significa que fotógrafos e designers que dependem de fidelidade de cores para trabalho profissional vão precisar de um monitor externo calibrado. Para quem assiste a filmes, faz videoconferências e trabalha com documentos, a tela resolve sem reclamações.
A taxa de atualização de 60 Hz é padrão para a linha e funciona bem para produtividade. Quem está acostumado a monitores de 120 Hz ou 144 Hz vai notar a diferença na fluidez de scroll e animações, mas isso raramente compromete o trabalho.
Bateria e portabilidade: o notebook de mochila funciona mesmo?
Com uma bateria de 42 Wh a 50 Wh, o VivoBook 15 não é o campeão de autonomia da categoria. Segundo a Asus, a estimativa de uso varia muito conforme a carga de trabalho, e em uso com brilho moderado e tarefas de escritório a fabricante indica autonomias na casa de 6 a 8 horas. Na prática, com brilho mais alto, streaming de vídeo ou uso mais intenso do processador, esse número cai. Não é o notebook ideal para passar um dia inteiro fora sem acesso a tomada.
O peso na faixa de 1,7 kg é razoável para um 15,6 polegadas. Ele cabe bem em uma mochila padrão e não cansa tanto quanto notebooks de 2 kg ou mais. O carregador, dependendo da versão, pode ser USB-C de 65 W, o que é prático porque você pode usar um carregador universal de notebooks ou até de smartphones mais potentes.
Para quem monta uma estação de trabalho em casa e leva o notebook ocasionalmente, a autonomia não vai ser um problema. Para quem fica o dia todo em campo sem fonte de energia, vale olhar para máquinas com baterias maiores, como o LG Gram ou o Lenovo IdeaPad Slim 5i com bateria de 70 Wh ou mais.
Teclado, touchpad e construção: o que a Asus acerta no básico
O teclado do VivoBook 15 tem curso de tecla decente para um notebook fino, com resposta tátil que agrada na digitação longa. Há retroiluminação na maioria das versões vendidas no Brasil, o que é útil em ambientes com pouca luz. O layout é padrão ABNT2 nos modelos nacionais, então você não vai ter surpresas.
O touchpad é grande para a categoria e tem suporte a gestos multitouch do Windows 11. A precisão é boa para o dia a dia. A construção geral usa plástico resistente com acabamento que não acumula impressões digitais facilmente, embora não transmita a solidez de notebooks com chassi em alumínio. Nada que comprometa a durabilidade em uso normal de escritório.
Prós e contras
Prós:
- Custo-benefício competitivo na faixa de R$ 2.800 a R$ 4.500
- Disponível com homologação Anatel e garantia Asus Brasil de 12 meses
- Tela IPS Full HD com bons ângulos de visão para uso cotidiano
- SSD NVMe garante inicialização rápida e resposta ágil do sistema
- Possibilidade de upgrade de memória RAM em modelos com slot acessível
- Retroiluminação de teclado e touchpad grande presentes na maioria das versões
- Conectividade Wi-Fi 6 para redes modernas
Contras:
- Sem GPU discreta nos modelos padrão, limitado para games e edição pesada
- Bateria pequena (42 Wh na versão base) compromete autonomia em uso intenso
- Cobertura de cores limitada, inadequada para trabalho profissional com imagens
- Construção em plástico, sem a rigidez de chassis metálicos
- Configurações com 8 GB de RAM mostram limitação em multitarefa pesada
- Taxa de atualização de 60 Hz, sem opção de painéis mais fluidos na linha padrão
Concorrentes e alternativas no Brasil
| Modelo | Processador | RAM/SSD | GPU | Faixa de preço (BR) | Diferencial |
|---|---|---|---|---|---|
| Asus VivoBook 15 | Intel i5/i7 13ª ou AMD Ryzen 5/7 série 7000 | 8-16 GB / 256-1 TB | Integrada | R$ 2.800 a R$ 4.500 | Custo-benefício, disponibilidade nacional |
| Lenovo IdeaPad Slim 5i | Intel Core série 13ª/14ª | 8-16 GB / 512-1 TB | Integrada | R$ 3.200 a R$ 5.000 | Bateria maior, construção mais robusta |
| Acer Aspire 5 | Intel Core ou AMD Ryzen | 8-16 GB / 512 GB | Integrada ou discreta básica | R$ 2.700 a R$ 4.800 | Versões com GPU discreta disponíveis |
| Dell Inspiron 15 | Intel Core série 13ª/14ª | 8-16 GB / 512 GB-1 TB | Integrada | R$ 3.500 a R$ 5.500 | Suporte técnico Dell no Brasil, construção premium |
| Samsung Galaxy Book4 | Intel Core série 14ª | 8-16 GB / 256-512 GB | Integrada | R$ 3.800 a R$ 5.500 | Integração com ecossistema Samsung, tela com mais brilho |
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Perguntas frequentes sobre o Asus VivoBook 15
O VivoBook 15 roda jogos?
Ele consegue rodar jogos leves e títulos mais antigos, como League of Legends, Counter-Strike 2 em configurações baixas e jogos indie sem exigência gráfica alta. Para títulos AAA modernos como Cyberpunk 2077 ou Black Myth: Wukong, a GPU integrada não tem desempenho suficiente. Se games são prioridade, busque versões com GPU discreta, como o Asus TUF Gaming.
É possível ampliar a memória RAM depois da compra?
Segundo informações oficiais da Asus, parte dos modelos do VivoBook 15 tem um slot de RAM acessível que permite expansão, enquanto outros têm a memória soldada na placa. Você deve verificar essa informação na ficha técnica do modelo específico que for comprar antes de fechar o negócio.
O VivoBook 15 comprado no Brasil tem garantia e homologação?
Os modelos vendidos por revendedores autorizados no Brasil contam com homologação Anatel, obrigatória para comercialização legal, e garantia de 12 meses da Asus Brasil. Se você importar de sites estrangeiros, perde a garantia nacional e pode ter problemas com compatibilidade de carregador e frequências de Wi-Fi.
Qual a diferença entre o VivoBook 15 e o VivoBook 15X?
O VivoBook 15X costuma trazer tela com proporção diferente, processadores de geração mais recente e, em alguns mercados, GPU discreta de entrada. As especificações variam conforme o mercado e o ano do modelo, por isso consulte a ficha técnica da Asus Brasil para comparar os SKUs disponíveis em 2026 antes de decidir qual versão comprar.
Vale a pena comprar o Asus VivoBook 15 em 2026?

O VivoBook 15 continua sendo uma aposta sensata para quem quer um notebook nacional, com garantia, suporte e nota fiscal, sem pagar caro por funcionalidades que não vai usar. A Asus acertou ao manter o equilíbrio entre preço acessível e especificações suficientes para produtividade real. Não é perfeito, e as limitações de bateria e ausência de GPU discreta são reais, mas o produto não mente sobre o que é.
Se você está montando um home office ou precisa de um segundo computador para estudar e trabalhar fora de casa, ele faz esse papel com competência. Para usos mais exigentes, o mercado em 2026 já oferece alternativas melhores na mesma faixa, como o Acer Aspire 5 com GPU discreta ou o Lenovo IdeaPad com bateria maior.
Recomendado para: estudantes universitários, profissionais de escritório, quem usa o notebook para navegar, planilhas, reuniões online e edição leve de fotos; usuários que valorizam suporte e garantia nacionais.
Não recomendado para: gamers, editores de vídeo profissional, designers que precisam de fidelidade de cores, quem precisa de bateria para um dia inteiro sem tomada.
Faixa de preço: R$ 2.800 a R$ 4.500 no Brasil em 2026, variando conforme configuração e revendedor; preço de entrada nos EUA a partir de US$ 499 na configuração básica.