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Moto G67 vale a pena em 2026? Review completo

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Moto G67 vale a pena em 2026? Review completo

O Moto G67 chegou ao mercado como mais um intermediário da Motorola tentando equilibrar preço acessível com especificações que não envergonham. Em 2026, com o mercado de smartphones no Brasil mais competitivo do que nunca, a pergunta que fica é: ele ainda faz sentido ou já foi ultrapassado por rivais mais baratos e mais capazes?

A resposta curta é: depende muito do que você prioriza. Se você busca um celular confiável para o dia a dia, com tela decente, bateria que dura e a experiência limpa do Android que a Motorola oferece, o G67 continua sendo uma escolha sólida em 2026. Mas se você joga jogos pesados, usa muita câmera em situações difíceis ou precisa do que há de mais atual em software, pode estar olhando para o produto errado.

Vale dizer que este review é baseado nas especificações oficiais divulgadas pela Motorola, em informações públicas disponíveis na ficha técnica e em fontes como GSMArena e o site oficial da fabricante. Não tivemos acesso a uma unidade de teste nesta avaliação.

Ficha técnica do Moto G67

Especificação Detalhe
Processador Snapdragon 680 (fabricado em 6 nm)
RAM 4 GB (com expansão virtual de RAM disponível)
Armazenamento 128 GB (UFS 2.2)
Tela 6,5 polegadas IPS LCD, 120 Hz, Full HD+ (2400 x 1080)
Câmera principal 50 MP f/1.8
Câmera frontal 16 MP
Câmera ultra-wide 8 MP
Bateria 5.000 mAh com carregamento TurboPower 33W
Sistema operacional Android 12 (verifique atualizações disponíveis)
Conectividade Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Bluetooth 5.1, 4G LTE
NFC Sim
Armazenamento expandível microSD
Biometria Leitor lateral de impressão digital
Dimensões 161,8 x 73,9 x 7,99 mm
Peso Aproximadamente 181 g
Homologação Anatel Confira o certificado no site da Anatel antes de comprar

Atenção: algumas variantes do G67 têm especificações ligeiramente diferentes dependendo do mercado. Se você encontrar o aparelho no Brasil, confirme as especificações exatas na embalagem ou na ficha do produto no site do vendedor, pois versões importadas podem não ter as mesmas faixas de rede compatíveis com as operadoras nacionais.

Tela e design: o ponto alto do pacote

A tela de 6,5 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz é um dos maiores atrativos do G67. Taxa de atualização, para quem não está familiarizado, é quantas vezes por segundo a imagem na tela é redesenhada. No padrão antigo de 60 Hz, a rolagem parecia levemente “engasgada”. Com 120 Hz, tudo fica mais fluido, como se o conteúdo deslizasse no dedo.

A resolução Full HD+ entrega imagens nítidas para o segmento de preço. O brilho máximo não é o mais alto da categoria, o que pode dificultar a leitura em ambientes muito ensolarados, mas para uso interno e ambientes de luz moderada, o painel dá conta do recado. O acabamento é de plástico, o que é esperado na faixa de preço, mas a Motorola costuma caprichar no encaixe das peças, deixando o aparelho mais firme do que parece.

O design segue o padrão discreto da linha G: sem exageros, linhas retas, e um conjunto de câmeras na parte traseira que não salta aos olhos. Para muita gente, isso é uma virtude.

Desempenho e software: funciona bem no cotidiano

O Snapdragon 680 é um processador fabricado em processo de 6 nm, o que o torna eficiente em consumo de energia, mas não é um chip voltado para performance bruta. Para aplicativos do dia a dia como WhatsApp, Instagram, YouTube, apps de banco, mapas e afins, você não vai sentir travamentos. A experiência é fluida.

Jogos leves como Among Us, Clash Royale ou Candy Crush rodam sem problemas. Agora, se você pretende rodar títulos pesados como Call of Duty Mobile ou Genshin Impact com gráficos altos, vai notar queda de desempenho e aquecimento. O chip não foi feito para isso.

A Near-Field Communication (NFC), tecnologia que permite pagamento por aproximação com o celular, está presente, o que é um diferencial importante no Brasil onde o uso do Google Pay e de carteiras digitais cresceu muito. A Motorola também mantém o Android praticamente sem modificações visuais, com poucos aplicativos extras, o que deixa o sistema mais rápido e menos confuso. Fique atento, porém, à versão do Android que o aparelho está rodando no momento da compra e verifique se a Motorola ainda oferece suporte ativo para o G67 em 2026, conferindo no site oficial da fabricante.

Bateria: o argumento mais forte

A bateria de 5.000 mAh combinada com um processador eficiente resulta em autonomia que, segundo a ficha técnica e relatos de usuários publicados em portais como TudoCelular, costuma passar facilmente de um dia completo de uso moderado. Isso não é pouca coisa para quem cansa de ficar preso na tomada.

O carregador TurboPower de 33W, que acompanha o aparelho na caixa segundo a Motorola, é outra vantagem real. Muitos concorrentes na mesma faixa de preço ainda enviam carregadores mais lentos. Recarregar o celular pela manhã enquanto você toma café resolve boa parte do dia.

Não há carregamento sem fio, o que é esperado para o segmento. Se isso for prioritário para você, precisará olhar para aparelhos mais caros.

Câmera: competente, mas com limitações claras

A câmera principal de 50 MP entrega fotos com boa quantidade de detalhe em ambientes bem iluminados. A abertura f/1.8 ajuda a capturar mais luz, o que melhora um pouco as fotos em ambientes fechados. Em plena luz do dia, as imagens costumam agradar para o segmento.

O problema aparece com a iluminação baixa. O G67 não tem sistema de estabilização óptica de imagem (OIS), que age como um amortecedor para o sensor, reduzindo o tremor das mãos durante o clique. Sem isso, fotos noturnas tendem a sair borradas se você não segurar firme o aparelho. O modo noturno do software ajuda, mas não faz milagres.

A câmera ultra-wide de 8 MP é funcional para fotos de paisagens ou grupos grandes, mas a qualidade cai bastante em relação à câmera principal. Não há câmera dedicada de zoom óptico, o que também é esperado na faixa de preço. Para o uso cotidiano de registrar momentos e mandar fotos no WhatsApp, ela cumpre bem. Para quem faz fotografia com mais critério, o G67 vai decepcionar.

Prós e contras

Prós:

  • Tela de 120 Hz Full HD+ com boa fluidez
  • Bateria de 5.000 mAh com longa autonomia
  • Carregador rápido de 33W incluso na caixa
  • NFC para pagamentos por aproximação
  • Android limpo, sem excesso de apps
  • Design compacto e leve para o tamanho de tela
  • Slot para microSD para expandir o armazenamento

Contras:

  • Processador Snapdragon 680 sem poder para jogos pesados
  • Sem estabilização óptica de imagem (OIS) na câmera
  • Câmera ultra-wide com qualidade abaixo da principal
  • Apenas 4G, sem suporte a 5G
  • Verifique versão do Android e status de atualizações disponíveis em 2026
  • Tela IPS LCD em vez de AMOLED, com pretos menos profundos

Concorrentes e alternativas no Brasil

Em 2026, o G67 compete em uma faixa de preço bastante disputada. Veja como ele se posiciona frente a alguns rivais que podem ser encontrados no Brasil:

Aparelho Destaques Ponto fraco
Moto G67 120 Hz, NFC, bateria robusta Sem 5G, câmera noturna limitada
Xiaomi Redmi Note 13 Tela AMOLED, câmera 108 MP Sem carregador rápido incluso em alguns mercados
Samsung Galaxy A25 Suporte de atualização longo, AMOLED Preço um pouco acima
Motorola Moto G84 5G, OLED, câmera melhor Custa mais

Se 5G for uma prioridade para você, o Moto G84 ou o Redmi Note 13 são opções que merecem atenção. A rede 5G está expandindo no Brasil e, embora não seja essencial hoje, pode fazer diferença na vida útil do aparelho ao longo dos próximos anos. Enquanto você pesquisa smartphones, se for montar um setup em casa, pode ser que também esteja olhando para acessórios: confira o guia com o melhor fone Bluetooth até R$ 200 para comprar em 2026, que combina bem com qualquer celular intermediário.

Perguntas frequentes sobre o Moto G67

O Moto G67 tem 5G?

Não. O G67 trabalha apenas com redes 4G LTE. Se a conectividade 5G for importante para você agora ou nos próximos anos, precisará olhar para outros modelos da linha Motorola ou de concorrentes que oferecem essa tecnologia na mesma faixa de preço.

O Moto G67 tem homologação da Anatel para uso no Brasil?

A homologação Anatel é obrigatória para aparelhos vendidos oficialmente no Brasil. Se você comprar o G67 por canais oficiais nacionais, ele deve estar homologado. Se importar de fora, verifique o número de homologação no site da Anatel antes de finalizar a compra, pois aparelhos sem certificação podem ter restrições de uso nas redes brasileiras.

Vale a pena comprar o Moto G67 no paralelo ou importado?

Recomendamos cautela. Versões importadas podem não ter as bandas de frequência corretas para as operadoras brasileiras, o que resulta em sinal fraco ou ausência de algumas faixas de 4G. A garantia também fica complicada: aparelhos comprados fora do Brasil geralmente não têm cobertura pela assistência técnica local da Motorola.

O Moto G67 recebe atualizações de Android em 2026?

Isso depende do compromisso atual da Motorola com o aparelho. Verifique no site oficial da Motorola Brasil qual é o status de atualizações para o G67, pois a política de suporte pode ter mudado desde o lançamento do produto.

Vale a pena o Moto G67 em 2026?

Sim, em um cenário bastante específico. O G67 é um intermediário honesto que entrega o que promete: tela fluida, bateria que dura, NFC e software limpo. Não tenta ser o que não é.

O problema é que o mercado avançou. Em 2026, concorrentes na mesma faixa de preço já oferecem telas AMOLED, suporte a 5G e câmeras com melhor desempenho noturno. O G67 ainda tem valor, mas a janela onde ele era claramente a melhor escolha já passou.

Recomendado para: quem precisa de um celular confiável para uso cotidiano (redes sociais, mensagens, streaming, apps bancários), valoriza bateria de longa duração, quer NFC para pagamentos por aproximação e não precisa de 5G nem de câmera de alto desempenho.

Não recomendado para: quem joga jogos pesados, prioriza fotografia em ambientes com pouca luz, quer garantia de atualizações por vários anos ou precisa de conectividade 5G.

Faixa de preço: o G67 foi lançado nos EUA com preço ao redor de US$ 299. No Brasil, confira os valores atuais em lojas como Americanas, Magazine Luiza e Amazon Brasil, onde os preços variam bastante dependendo de promoções e da disponibilidade de estoque em 2026.

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