ASUS ROG Ally X em 2026: review completo para o Brasil
O ASUS ROG Ally X chegou ao mercado em 2024 como a versão aprimorada do ROG Ally original, trazendo ajustes importantes que a fabricante fez com base no feedback dos primeiros usuários. Em 2026, ele ainda ocupa uma posição relevante no segmento de handhelds para PC — os videogames portáteis que rodam Windows e permitem jogar títulos de PC em qualquer lugar, como se fosse um Nintendo Switch, mas com o poder de um computador. A pergunta que interessa para quem está lendo este texto agora é direta: faz sentido comprar o ROG Ally X no Brasil em 2026, com concorrentes mais novos no mercado?
A resposta curta é sim, com ressalvas. O Ally X ainda entrega uma combinação sólida de desempenho, tela de qualidade e software relativamente maduro, especialmente para quem quer jogar títulos do Game Pass ou da biblioteca da Steam sem precisar de um setup completo no escritório ou na sala. Mas o preço no Brasil e a chegada de novos concorrentes mudaram a equação — e você precisa saber exatamente em que pé está antes de colocar o cartão na máquina.
Este review é baseado nas especificações oficiais da ASUS, em informações públicas do fabricante e em dados amplamente divulgados pela imprensa especializada. Não afirmamos ter testado a unidade em laboratório próprio.
Ficha técnica do ASUS ROG Ally X
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Processador | AMD Ryzen Z1 Extreme (8 núcleos, 16 threads, até 8,6 TFLOPS de GPU integrada) |
| RAM | 24 GB LPDDR5 6400 MHz |
| Armazenamento | 1 TB SSD NVMe PCIe 4.0 |
| Tela | 7 polegadas IPS, Full HD (1920×1080), 120 Hz, 500 nits |
| Bateria | 80 Wh |
| Sistema operacional | Windows 11 Home |
| Conectividade | Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.2, USB-C Thunderbolt 4, USB-C 3.2 Gen 2, microSD |
| Peso | Aproximadamente 678 gramas |
| Carregamento | 65 W via USB-C |
| Slot para SSD | M.2 2280 acessível para upgrade |
Desempenho real com o chip AMD Ryzen Z1 Extreme
O Ryzen Z1 Extreme é o coração do Ally X, e entender o que ele entrega é fundamental para calibrar sua expectativa. Ele é um chip criado especificamente para handhelds, com CPU e GPU integradas no mesmo pacote — o conceito é parecido com o chip M da Apple, mas voltado para o ecossistema Windows e com foco em jogos. Segundo a ASUS, o chip consegue até 8,6 TFLOPS de desempenho gráfico, o que o posiciona acima de uma GTX 1060 de desktop de alguns anos atrás, com a vantagem de caber na palma da mão.
Na prática, de acordo com os dados públicos da fabricante e da imprensa internacional, o Ally X roda jogos AAA — os títulos de grande orçamento como Cyberpunk 2077 e Elden Ring — em configurações médias a altas, com resolução nativa de 1080p. Para títulos menos exigentes ou e-sports, como Rocket League e Valorant, o desempenho é folgado. O chip opera em três modos de TDP (a sigla para Thermal Design Power, que representa o limite de energia que o processador pode consumir): 10 W no modo silencioso, 15 W no modo de performance e 30 W no modo turbo. Quanto maior o TDP, mais desempenho e mais calor gerado.
O modelo com 24 GB de RAM é um upgrade relevante em relação ao Ally original, que vinha com 16 GB. Parte dessa memória é compartilhada com a GPU integrada — quanto mais você alocar para os gráficos, menos sobra para o sistema. A ASUS permite ajustar esse valor manualmente pelo software, o que dá uma flexibilidade importante dependendo do jogo.
Tela, ergonomia e construção
A tela de 7 polegadas Full HD a 120 Hz é um dos pontos altos do aparelho. Cento e vinte quadros por segundo (Hz) significa que o display consegue mostrar até 120 imagens diferentes por segundo, tornando a animação mais fluida. Para jogos de ação ou first-person shooters, isso faz diferença perceptível. A cobertura de cor DCI-P3, segundo a ficha técnica da ASUS, supera 100%, o que indica cores vibrantes e precisas — bom tanto para jogos quanto para quem usa o aparelho para consumir vídeo.
A construção é robusta, com plástico matte que resiste bem a marcas de dedos. O design foi revisado em relação ao Ally original: o Ally X tem um grip (a parte que você segura) mais largo e mais côncavo, o que segundo os relatos da imprensa especializada melhora o conforto em sessões longas. Os controles seguem o padrão XBOX em layout, o que facilita a adaptação para quem já joga no console da Microsoft.
Um ponto que você deve conferir na loja ou em vídeos de unboxing antes de comprar: o peso de 678 gramas é noticiadamente mais alto que concorrentes como o Steam Deck. Para sessões de mais de uma hora segurando o aparelho, isso pode ser relevante dependendo da sua tolerância.
Bateria de 80 Wh: o que mudou e o que ainda frustra
A bateria foi um dos principais pontos de crítica do ROG Ally original, que vinha com apenas 40 Wh. O Ally X dobrou essa capacidade, indo para 80 Wh. Segundo a ASUS, isso permite entre 2 e 3 horas de jogo com o chip em modo de performance, e até mais em modo econômico ou reproduzindo vídeo. Para um handheld com esse nível de desempenho, é um resultado aceitável — o Steam Deck OLED tem números parecidos em cenários equivalentes.
O problema é que 2 horas de autonomia real em jogos pesados ainda é aquém do que um usuário casual espera. Se você planeja usar o Ally X em viagens longas de avião sem acesso a tomada, vai precisar de um powerbank robusto. O carregamento de 65 W via USB-C é prático porque qualquer carregador USB-C compatível funciona, incluindo modelos de notebook — ao contrário de soluções proprietárias que prendem você a um cabo específico. Confira sempre a potência mínima suportada antes de comprar um carregador de terceiros.
Software: Windows 11 e o Armoury Crate
Rodar Windows 11 em um handheld é uma faca de dois gumes. A vantagem é óbvia: compatibilidade com toda a biblioteca de PC, inclusive plataformas como Steam, Epic Games Store, Xbox Game Pass e batalhas de outras plataformas. A desvantagem é que o Windows não foi feito para ser operado com controles, e a curva de aprendizado para configurar o aparelho pela primeira vez pode frustrar quem esperava algo plug-and-play como um console.
A ASUS tenta resolver isso com o Armoury Crate SE, uma interface própria que funciona como um launcher de jogos, parecido com o que o Steam Deck tem no seu modo de interface. Por ele, você gerencia as configurações de TDP, iluminação RGB, perfis de performance e acessa sua biblioteca sem precisar tocar no Windows tradicional. A qualidade desse software melhorou bastante desde 2024, segundo os relatos da imprensa, mas ainda tem comportamentos erráticos que a ASUS corrige via atualizações periódicas. Mantenha o aparelho sempre atualizado.
Se você tem outros dispositivos no ecossistema, pode achar útil comparar como diferentes produtos equilibram ecossistema e usabilidade — assim como fizemos na análise do Huawei Watch GT 5 Pro no Brasil, que enfrenta desafio semelhante de software proprietário versus integração com outras plataformas.
Ally X no Brasil: importação, Anatel e garantia
O ROG Ally X não tem comercialização oficial consolidada por distribuidores nacionais com a mesma facilidade de notebooks e celulares da ASUS. Em 2026, ele aparece em lojas como Kabum, Pichau e importadoras como a americanas.com e o Mercado Livre, mas a situação varia. O que você precisa checar antes de comprar:
- Homologação Anatel: aparelhos sem o selo Anatel não são legalmente aprovados para uso no Brasil. O Wi-Fi e o Bluetooth precisam de homologação. Confira o número de homologação no produto ou no site da Anatel antes de fechar a compra.
- Garantia: versões importadas de outros países geralmente não têm garantia legal brasileira (12 meses obrigatórios pelo CDC). Lojas que importam e revendem como distribuidores podem oferecer garantia própria — leia o contrato antes.
- Preço: nos EUA, o ROG Ally X foi lançado em 2024 por volta de US$ 799. No Brasil, em 2026, a faixa estimada em lojas nacionais gira entre R$ 5.500 e R$ 7.000, dependendo do canal e das taxas de importação. Verifique os valores atuais nas lojas, pois a cotação do dólar impacta diretamente.
O slot de SSD M.2 2280 acessível é uma vantagem para quem quer expandir o armazenamento com um SSD NVMe de alto desempenho no futuro, sem depender apenas do microSD.
Prós e contras
Prós:
- Desempenho do Ryzen Z1 Extreme ainda competitivo para a maioria dos títulos em 2026
- Tela de 7 polegadas com 120 Hz e boa cobertura de cor
- 24 GB de RAM LPDDR5, superior a muitos concorrentes
- Bateria de 80 Wh, o dobro do modelo original
- Carregamento USB-C universal, sem cabo proprietário
- SSD upgradável pelo usuário
- Compatibilidade com toda a biblioteca de PC (Steam, Game Pass, Epic)
Contras:
- Peso de 678 gramas pode cansar em sessões longas
- Windows 11 exige configuração inicial e paciência
- Autonomia de 2 a 3 horas em jogos pesados ainda é limitada
- Disponibilidade e garantia no Brasil dependem do canal de compra
- Concorrentes lançados em 2025 e 2026 podem oferecer chips mais eficientes
Concorrentes e alternativas no Brasil
| Produto | Chip | RAM | Bateria | Preço estimado (BR) |
|---|---|---|---|---|
| ASUS ROG Ally X | AMD Ryzen Z1 Extreme | 24 GB | 80 Wh | R$ 5.500 a R$ 7.000 |
| Valve Steam Deck OLED | AMD customizado | 16 GB | 50 Wh | R$ 4.500 a R$ 6.000 (importação) |
| Lenovo Legion Go | AMD Ryzen Z1 Extreme | 16 GB | 49,2 Wh | R$ 5.000 a R$ 6.500 |
| MSI Claw (versões 2025) | Intel Lunar Lake (verificar) | 16 a 32 GB | Varia | Consulte disponibilidade local |
Verifique os valores atualizados nas lojas antes de comprar, pois o câmbio e o estoque mudam com frequência.
Perguntas frequentes sobre o ASUS ROG Ally X
O ROG Ally X roda jogos do Xbox Game Pass?
Sim. Como roda Windows 11, você instala o aplicativo do Xbox e acessa a biblioteca do Game Pass normalmente, incluindo os títulos para PC. A experiência com controle é boa porque o layout dos botões segue o padrão Xbox.
É possível conectar o Ally X a uma TV ou monitor?
Sim. Pelo conector USB-C com suporte a Thunderbolt 4, você conecta um cabo ou adaptador e usa o aparelho como um mini PC na TV. Nesse cenário, com o aparelho plugado na tomada, o desempenho é mais estável porque a gestão térmica e de energia melhora.
Dá para instalar outros sistemas, como SteamOS?
Tecnicamente sim, mas não é um processo oficial e pode complicar atualizações e suporte. A Valve lançou o SteamOS para dispositivos de terceiros em 2025 — verifique na documentação da Valve se o Ally X consta como compatível antes de tentar.
Quanto tempo dura a garantia no Brasil?
Depende do canal de compra. Pelo Código de Defesa do Consumidor, lojas que vendem o produto no Brasil são obrigadas a oferecer 12 meses de garantia legal. Versões compradas diretamente no exterior não têm essa proteção automática.
Vale a pena comprar o ROG Ally X no Brasil em 2026?

O ROG Ally X é um handheld maduro, com especificações generosas e uma proposta clara: jogar títulos de PC em qualquer lugar sem abrir mão de desempenho. Ele não é perfeito — o peso pesa, literalmente, e o Windows ainda frustra em certos momentos — mas é uma das opções mais bem construídas e documentadas do segmento.
Em 2026, o maior fator de decisão é o preço no Brasil e a procedência do aparelho. Se você encontrar um canal confiável com garantia nacional e um preço dentro da faixa razoável, ele entrega o que promete. Se o orçamento for mais restrito ou se você preferir uma experiência mais plug-and-play, o Steam Deck OLED merece atenção.
Recomendado para: jogadores que já têm biblioteca robusta no PC (Steam ou Game Pass), que querem um handheld com desempenho acima da média, e que topam lidar com a configuração inicial do Windows.
Faixa de preço: R$ 5.500 a R$ 7.000 no Brasil, dependendo do canal e da cotação do dólar. Nos EUA, foi lançado por US$ 799 em 2024 — verifique se há importação disponível com nota fiscal e garantia.